19.7.14

A inexistente eficiência do PS Estrela

Publicamos hoje um artigo de opinião que, de forma alguma, nos dá qualquer tipo de prazer escrever e divulgar.
À semelhança de outros que proximamente redigiremos – por ser esta uma altura de análise e de conclusões sobre o ano que agora finda, o primeiro da nova autarquia – é nossa intenção espelharmos junto da Comunidade as nossas leituras sobre a intervenção concreta de cada uma das bancadas da nossa Assembleia de Freguesia junto da população que se comprometeu a defender.





Deixando antes de mais toda a solidariedade para com os elementos da lista do PS candidata à Estrela, por terem perdido as eleições por apenas 36 votos, não podemos aceitar que constitua tal uma justificativa plausível para a total inoperância tanto do seu líder como da generalidade dos restantes elementos ao longo de tantos meses.

O PS Estrela não é uma força interventiva na nossa Comunidade, o PS Estrela não prepara devidamente as reuniões da Assembleia de Freguesia, o PS Estrela não actua como um todo e bem menos como um somatório das partes, o PS Estrela não conseguiu ainda digerir os resultados democráticos de Setembro, o PS Estrela não defende nem apoia a resolução de problemas concretos na nossa freguesia, o PS Estrela não existe. 




Desde o início que considerámos manifestamente incompreensível toda a estratégia adoptada por Luís Monteiro, a qual nos pareceu sempre ser mais emotiva do que racional.
Aceitando toda a “azia” e o sentimento de traição motivados pelas opções da sua Distrital (a qual o deixou cair, em benefício de outros candidatos a Juntas de Freguesia diversas), não poderá isso ser um motivo válido para ter virado as costas aos seus vizinhos e demais cidadãos, abdicando de participar activamente no dia-a-dia dos nossos bairros. 

Repare-se que, desde logo e ao contrário do que lhe foi proposto, recusou aceitar ser parte integrante do Executivo, mesmo tendo-lhe sido entregues de bandeja os Pelouros que bem entendesse(?!).
Toda a argumentação que daí possa advir cai imediatamente por terra, em função de na sua própria lista constar em lugar de destaque o candidato José Luís Gordo (que já tinha feito parte do seu Executivo na Junta de Freguesia de Santos-o-Velho), elemento do PSD, o que indicia que não terá sido por uma questão de divisão de responsabilidades entre partidos diferentes que optou por se assumir como líder da oposição (algo de que ainda estamos à espera) ao invés de aceitar um papel activo e proactivo na nova gestão autárquica.

Igualmente – e não obstante o Acordo efectuado entre as forças partidárias prever a realização de reuniões mensais de preparação das Assembleias de Freguesia, no sentido do bem comum – ainda não mostrou qualquer intenção de se reunir com Luís Newton nem demais Executivo, chegando a sua falta de boa-vontade a ser gritante, o que transforma todas as Reuniões Públicas num eterno e desgastante enfado sobretudo para os fregueses que nelas participam, nas quais as trocas de acusações infantis e politiqueiras se sobrepõem incomensuravelmente ao objectivo evolutivo e pragmático da resolução de questões concretas. 

Poderíamos aprofundar e divagar amplamente ad eternum sobre exemplos específicos para este último parágrafo, mas – sobretudo por respeito aos nossos leitores – vamos abdicar de o fazer.
Até porque poderão facilmente tomar conhecimento dos mesmos através das reportagens que proximamente iremos lançar e nas quais virão bem explícitos.

Atentarão, na devida altura, sobretudo os mais informados, para a lamentável realidade de ser sempre mais importante deitar abaixo do que ajudar a construir, de a relevância dos problemas concretos vir invariavelmente colocada de lado em deterimento de pormenores sem qualquer interesse, de não existir qualquer tipo de informação pública (nem prévia nem posterior) sobre as suas acções e opiniões, de ser de uma nulidade assombrosa a relação entre o PS Estrela e todos os demais cidadãos que garantiram pretender defender.

Isto, claro está, já para não referirmos de forma excessiva a ideia com que todos ficamos: a de que a situação actual do PS Nacional é a sua prioridade e infinitamente mais importante do que os compromissos que assumiram em Setembro/Outubro.
Em jeito de “farpa” final, ficamos claramente com a impressão de que os objectivos pessoais se sobrepuseram em quase absoluto e lamentavelmente aos comunitários.


Como conclusão e esclarecimento, deixamos aqui bem vincado o facto de não pretender este texto ser um ataque directo e desprovido de sentido pragmático, mas antes (para além de uma análise honesta) um apelo a uma célere mudança de atitude em prol de todos nós.
É nossa absoluta convicção que Luís Monteiro e a sua equipa têm muito mais valor do que aquele que nos têm demonstrado e que, como pessoas sérias e com vasta experiência autárquica, é chegado o momento de fazerem uma reflexão pessoal e interna e de alterarem toda a sua forma de intervenção e participação junto da Freguesia da Estrela.




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