16.10.13

Luís Monteiro (PS) viabilizou a Reforma Administrativa de Lisboa

22 horas e 35 minutos.
Um ambiente de grande-tensão-aparente mediou a hora marcada e o verdadeiro início dos trabalhos. O corrupio da noite anterior deixou marcas em ambos os lados e foi notória a preocupação dos dois líderes partidários em relação a isso mesmo.

Na rua, em redor de uma árvore e um banco, Luís Monteiro juntava toda a sua equipa para os inteirar da decisão centralizada do seu partido. Como homem do povo e pessoa das pessoas, fez questão de com todos conversar e todos esclarecer, numa aceitação que demorou mais a uns do que a outros a interiorizar.

No corredor central da entrada da Junta de Freguesia dos Prazeres, o caminho era-nos dificultado por uma junção de assessores e sub-assessores, devidamente liderados por Luís Newton, num cenário visual que aparentava o "Tudo Bons Rapazes" do Martin Scorsese (unicamente em virtude dos fatos impecáveis que caracterizam os elementos da lista vencedora e da junção aglomerada que efectuaram).



A Estrela foi a primeira freguesia de Lisboa a efectivar a Reforma Administrativa da cidade.
Luís Monteiro foi o seu arauto.

Foi a resposta esperada mas não ansiada, a que nos chegou às 22h35, na voz daquele que durante vários meses lutou estóico e de uma forma aguerrida, muitas vezes sozinho mas sempre bem acompanhado, na batalha que perdeu por apenas 36 votos, um resultado muito acima do esperado.

Já no nosso texto de antevisão tínhamos feito referência às diferenças no posicionamento estratégico, que nos pareciam claramente advindas da experiência e da aposta específica das Concelhias do PSD e do PS na Estrela.
O nosso entendimento actual é em quase tudo idêntico ao desse instante, na medida em que a colagem de Luís Newton a Fernando Seara (juntamente com o factor-Governo) lhe foi tão prejudicial como a entrega constante e afincada às pessoas foi benéfica a Luís Monteiro.
Por muito pouco que a vantagem muito considerável que a coligação PSD/PP trazia de 2009 não se esfumava por completo.

Conforme afirmámos então, o "joker" pertenceu e pertenceria sempre à CDU, que compensava a falta de coesão da campanha e a aposta não concretizada na renovação com o seu eleitorado tradicional, o que permitiu a Margarida Passinhas um destaque para o qual a mesma não estava preparada nem soube aproveitar devidamente.
A CDU na Estrela é uma réstia de um passado, numa altura de um executivo de futuro.


O executivo apresentado inicialmente foi então totalmente aceite e empossado, com 6 Sim, 1 Não e 6 votos em branco. Relembramos:

- Luís Newton (PSD)
- Aura Carvalho Dorito (PSD)
- Bruno Mascarenhas Garcia (CDS-PP)
- Inês Moniz de Bettencourt (PSD - independente)
- Tomás Almeida Ribeiro (PSD)


Para efeitos de substituição dos vogais da coligação "Sentir Lisboa" na Assembleia, tomaram posse Sofia Penha Monteiro, Tiago Palas Santos e Marlene Tinoco.
Também  Miguel Van Zeller de Moser o deveria ter feito, mas encontrava-se ausente por motivos pessoais.


Procedeu-se de seguida à eleição para a Mesa da Assembleia de Freguesia e João Tiago Silveira (que nunca se entendeu porque estaria numa lista autárquica senão para um lugar de destaque, dado o seu currículo político), após uma votação de 11 Sim e 1 Não, toma então posse como Presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia da Estrela, tendo como 1º Secretário Sofia Penha Monteiro (CDS-PP) e a 2º Secretário Ana Paula Viseu (PS).



Uma palavra final, agora que todas as formalizações foram feitas, para aquela que foi uma das grandes inovações presentes no Programa da lista vencedora e que assumiu hoje a gestão da nossa nova freguesia.
Pessoalmente, substituiríamos o "cluster de empresas" previsto após terraplanagem da parte norte da Tapada das Necessidades por talvez um pavilhão (onde, exemplificando, o Cova da Moura e o Fonte Santense pudessem jogar) e um campo de tabelas de basket aberto a todas as pessoas da Estrela.

Falta Desporto. Faltam tabelas e playgrounds. Falta qualidade de vida nos nossos espaços verdes.
O "cluster de empresas" é a destruição sem retorno da Tapada que gostaríamos de ver evitada.



Desejamos democrática e cordialmente um excelente trabalho ao novo executivo e a todos os demais eleitos, em prol de todos nós, parabenizando Luís Newton pelo seu papel histórico como primeiro presidente da Estrela.