15.10.13

6 + 6 + 1 = 14 (?!)

A primeira Assembleia de Freguesia da Estrela reuniu-se numa sala caótica onde nem espaço para respirar havia.
Por motivos de isenção que Luís Newton mais tarde explanou (o facto de ele próprio ser da Lapa e Luís Monteiro de Santos-o-Velho), a escolha recaiu numa sobrelotada sede da Junta de Freguesia dos Prazeres.

Vários foram os cidadãos que se indignaram em voz alta, naquele que foi o primeiro momento de um mandato que se prevê conturbado e emocionante do ponto de vista político e social.

E foi ainda no meio das vozes iradas e reclamações que tomaram posse os 13 eleitos para a Assembleia de Freguesia, vindo de seguida Luís Newton empossado provisoriamente como Presidente da Assembleia de Freguesia e substituído por Tomás Ribeiro - o primeiro elemento não eleito - para efeitos de prosseguimento formal da "assembleia de constituição".

Após 15 minutos de intervalo (mais para serenar os ânimos que por outros motivos), o vencedor das eleições por 36 votos fez uma primeira proposta de executivo:

- Aura Carvalho Gorito (PSD)
- Bruno Mascarenhas Garcia (CDS-PP)
- Inês Moniz de Bettencourt (PSD - independente)
- Tomás Almeida Ribeiro (PSD)

E eis que, após votação, se conclui que as Leis da Matemática na Estrela não obedecem às mesmas regras que no restante Universo: 6+6+1= ... 14!?



Este episódio despoletou mais risos que polémica, acabando por desanuviar um pouco o ambiente, enquanto se procedia a um 2º escrutínio, desta vez já mais "fiscalizado" (os boletins de voto foram entregues individualmente aos vogais no momento em que exerciam o seu direito de voto).

O resultado foi uma recusa do executivo proposto [6-7], tendo sido solicitada uma nova pausa - agora de 45 minutos - que consideramos incompreensível e inaceitável, dado que esta hipótese já deveria ter sido atempada durante os 16 dias que mediaram entre as eleições e esta reunião pública.


Às 21h15, já num ambiente de "casa menos cheia" (como provavelmente pretendia a coligação vencedora), foram retomados os trabalhos e - contra todas as expectativas - Luís Newton opta por apresentar exactamente o mesmo executivo a votação, naquele que seria o primeiro indício de que a decisão final seria jogada a um nível mais alto que o das próprias listas que concorreram a estas Autárquicas. O Jogo Político foi a carta lançada.
De imediato, Jorge Telmo Matos (PS) pede um ponto de ordem à mesa, o qual viria recusado por (no entender de Luís Newton) não vir o mesmo previsto na lei antes da constituição final da Assembleia de Freguesia.
Segundo declarações que recolhemos posteriormente junto de Luís Monteiro: "O ponto de ordem visava esclarecer que, dado a lista apresentada ser igual à primeira, os eleitos do PS iriam abandonar a Assembleia".



E foi, de facto, isso que sucedeu logo de imediato, sob aplauso de alguns dos presentes.
Aliás, à semelhança também de Margarida Passinhas, embora não tenha sido algo de tão perceptível. Na verdade, a vogal da CDU - que encerra em si a chave de um cadeado que promete desenvolvimentos eminentes - usou sempre da sua "simpatia alheada" ao longo de toda a sessão, só se fazendo notar aquando da primeira contagem de votos e desaparecendo de cena logo de seguida.
Pareceu-nos sempre muito animada (provavelmente em virtude da sua não-antecipada-relevância-política no actual momento, mais ainda depois da ausência de força e de presença da sua campanha eleitoral), assim como bem acompanhada por vários conhecidos camaradas da nossa nova freguesia, que rejubilaram a cada instante com a confusão instalada.

Foi então um Luís Newton notoriamente confuso e atrapalhado a decidir uma terceira suspensão da A.F., logo após exigir a chamada de todos os vogais na 2ª votação que já se sabia não vir a reunir quórum, para uma nova "reunião conselheira" com os seus pares (que indubitavelmente terá abrangido temas do ponto de vista não só estratégico, mas sobretudo jurídico). Desta vez até às 22h00.

A decisão prática posterior foi mesmo a mais pragmática e ditou-se um adiamento de 24 horas, reiniciando-se os trabalhos amanhã (16 de Outubro) às 21h00 na sede da Junta de Freguesia dos Prazeres.

   

Uma conclusão óbvia para os cidadãos dos Prazeres?
A de que "o tempo dos bolinhos do Magalhães Pereira (finalmente) terminou"... embora tivessem feito falta esta noite ao longo de tantas e tão prolongadas interrupções juvenis.