26.9.13

5 perguntas a... Luís Newton

"Tenho 36 anos, nasci na Lapa, no Hospital Militar, aqui na Infante Santo e aqui vivi e estudei, até casar.

Sou autarca na Lapa desde 2001, tendo já tido experiência na Assembleia de Freguesia e no Executivo."

As propostas de Luís Newton podem ser consultadas aqui.






1. No seu entender, porque se considera a opção mais válida para gerir os destinos da nova freguesia da Estrela?

O facto de as novas freguesias estarem dotadas da capacidade real de intervenção territorial em prol da qualidade de vida da comunidade que servem representa, pela primeira vez, a grande oportunidade dos autarcas se apresentarem com projectos diferentes e focados nessa nova capacidade.

É nesta inversão de paradigma e nesta diferenciação de modelos autárquicos que iremos votar nas próximas eleições: optar por votar num projecto tradicional que a única mais-valia que traz é um maior envelope financeiro para gastar ou, em alternativa, votar num projecto diferenciador que, para além de desenvolver os tradicionais modelos de apoio à família e apoio social, desenvolve investimento para qualificar os espaços públicos.

É neste último que irão encontrar o meu projecto e a minha equipa e é esta a certeza que trago para melhor servir a minha comunidade.



2. Qual é, na sua opinião, a principal proposta que a sua candidatura tem a apresentar aos cidadãos da Estrela?

As Juntas modernas não se gerem apenas com uma ou outra proposta principal. São quatro anos de mandato e as pessoas da Estrela são exigentes e esperam muito.

Por isso identifico cinco das principais áreas de actuação (que encerram várias propostas cada uma): Apoio Social e à Família; Higiene Urbana; Estacionamento; Segurança; Emprego. No preâmbulo desta entrevista já indiquei um link para que possam conhecer as principais propostas.

Porém, porquê estas prioridades?
Porque estão interligadas e representam o modelo de desenvolvimento local que queremos implementar na Freguesia.

Queremos uma Comunidade moderna, vibrante, dinâmica e limpa, com enorme qualidade de vida e isso implica podermos prestar o devido apoio às famílias e aos “avós” da nossa Freguesia porque são a coluna vertebral da nossa comunidade.

Precisamos de limpar e dignificar o espaço público, para que a nossa comunidade tenha uma envolvente positiva e motivadora no seu quotidiano. De que serve investirmos no conforto das nossas casas para depois sairmos à rua e nos virmos rodeados de caos e imundice, ou mesmo os prédios e os carros vandalizados? É um factor de atractividade local importante e valoriza todo o património da nossa Freguesia.

Temos também que criar condições para um aumento da segurança na nossa comunidade, fortalecendo a confiança da população.

Queremos criar condições para que se dê prioridade aos residentes no estacionamento nas suas ruas e nos seus parques, inclusive investindo em mais soluções de estacionamento.

E por fim, mas não por último, criar condições de atractividade local para que mais empresas e comércio se estabeleçam na freguesia e potenciem a oportunidade de gerar emprego local.



3. O que pensa das Novas Competências das juntas de freguesia e como se propõe a ultrapassar esse acréscimo de responsabilidades, dado o orçamento expectável?

Esta é uma comunidade exigente e que quer uma equipa que faça a diferença.

Dedicámos muitos meses a estudar e conhecer as novas competências das Juntas, os novos orçamentos, as suas potencialidades e limitações.
O projecto que apresentamos tem tudo isso em conta, desde a capacidade de investimento, até à projecção de custos operacionais e custos com pessoal.

Por exemplo, uma das três Freguesias que irá compor a Freguesia da Estrela (a Freguesia de Santos-o-Velho gerida pelo candidato do PS à Estrela), tem custos com pessoal que representam 60% do seu orçamento anual (na Lapa por exemplo não ultrapassa os 35%). Isto além de irresponsável é um desastre de gestão.

É que assim nada sobra para investir nas pessoas e nos projectos para a Freguesia. Nada sobra para investir na limpeza e no apoio às famílias. Nada sobra para investir na Segurança ou em projectos de empregabilidade local.

Esta é talvez a principal diferença: queremos os números ao serviço das Pessoas e não ao serviço do pessoal!

É por isso muito importante que todos estejam cientes que as propostas que temos apresentado representam uma declaração de objectivos para o mandato e resultam do planeamento com base nas verbas disponíveis para investimento.

O dinheiro das Juntas é de cada um de nós, dos nossos impostos, e deve ser gerido com responsabilidade sendo que esta nova realidade da gestão das Freguesias implica uma capacidade distinta: a capacidade de planeamento. É fundamental inverter o paradigma e transformar o que hoje as juntas representam de despesa num novo horizonte estratégico de investimento para a comunidade. Queremos assim, transformar despesa em investimento!



4. Qual a sua posição relativamente ao Porto de Lisboa no contexto da freguesia da Estrela?
Considera que se deveria manter ou defende a sua deslocalização no sentido de se dinamizar uma nova frente ribeirinha?

Esta é uma matéria muito importante e que deve merecer a seguinte reflexão: o Porto de Lisboa é uma das principais portas de entrada e saída de mercadorias em Portugal.

Para que o País cresça temos de ser capazes de exportar mais, porém também temos uma vantagem geográfica crucial: nós podemos representar a porta de entrada para a Europa. Estes factos acumulados são geradores de um acréscimo da riqueza do País, um acréscimo da empregabilidade em geral e no porto de Lisboa (na nossa comunidade) em particular.

Porém também representa uma outra situação: a necessidade de expandir as infra-estruturas portuárias para dar resposta a todo esse crescimento. E para onde pode crescer o porto de Lisboa? Para a Madragoa e Alcântara, entrando por nossas casas e transformando as nossas ruas em centros movimentados de cargas e descargas 24h por dia?

Julgo que todos estarão de acordo de que se existir uma outra localização que dê condições para garantir o crescimento desejável da actividade portuária, seria certamente a melhor solução, como também seria muito vantajoso para a nossa comunidade poder ter novamente uma ligação ininterrupta entre as colinas e o Rio Tejo.

Até porque também ali podemos aproveitar para implementar modelos de desenvolvimento local que venham gerar emprego e qualidade de vida para a nossa comunidade.



5. A Madragoa tem sido o epicentro das conturbadas relações pessoais e políticas entre a sua lista e a candidatura do PS.
De que forma justificaria aos eleitores o forte ataque que foi desencadeado há já alguns meses pelo Jornal de Lisboa – com várias acusações graves a serem-lhe movidas (inclusive com documentos comprovativos) – e a existência de cidadãos com responsabilidades sociais que lhe atribuem diversas frases contraditórias respeitantes à Marcha da Madragoa?

Esta sua “última” pergunta encerra várias perguntas às quais procurarei responder na mesma sequência.

Não tenho quaisquer problemas com o PS na Madragoa porque não quero acreditar que sejam responsáveis pela proliferação de rumores, boatos e algumas mentiras. Para mim a Madragoa deixará de ser o enclave que alguns querem e passará a ser a bandeira cultural da Estrela e de Lisboa. É para isto que as pessoas querem um Presidente. Alguém que apresente um rumo e um conjunto de propostas e não alguém que se “embrulhe” em “diz que disses”.

O Jornal de Lisboa recebe financiamento da Junta de Freguesia de Santos-o-Velho (presidida pelo candidato do PS). Lamento que esse financiamento dê cobertura a uma campanha negra contra a minha candidatura. Curioso que o “forte ataque” (palavras suas) se inicie apenas quando se anuncia a minha candidatura. Onde uns são atacados, outros são brindados com artigos de propaganda… Claramente não merece qualquer credibilidade.

Quero também esclarecer que, ao contrário do afirmado, nenhum dos documentos apresentados comprovam qualquer ilegalidade, facto que já mereceu a esse “Jornal” várias condenações pelas entidades competentes (e cujos conteúdos já tive oportunidade de publicar), razão pela qual tenho activado todos os meios judiciais à minha disposição.

Gostava que o debate existisse à volta dos projectos e das ideias, mas infelizmente não tem sido esse o caminho que alguns elementos que se dizem do Partido Socialista têm promovido. O Partido Socialista que conheço sempre pautou a sua actuação com elevação e respeito democrático.

Por fim novamente os “diz que disse”… Julgo que responde à vossa pergunta quando refere “que lhe (me) atribuem diversas frases contraditórias”.

Num dia são-me atribuídas afirmações que me classificam como o “carrasco da Marcha da Madragoa” e no dia seguinte afirma-se que andei a anunciar contratações milionárias para melhorar a sua classificação. Têm de decidir e depois avisar-me do consenso a que chegaram sobre o que alegadamente eu terei dito.

Na Madragoa, como no resto da Freguesia, já ninguém dá crédito a tanta contradição. É por isso que me recebem sempre com tanto entusiasmo, esperançosos de que o projecto que defendo lhes traga o desenvolvimento por que tanto esperam. Para eles os últimos 8 anos só trouxeram desilusão e mágoa, ruas abandonadas, prédios vandalizados, lixo e insegurança.

É por isto que querem mudar e querem embarcar neste nosso projecto.