23.9.13

5 perguntas a... Luís Filipe Monteiro

Chegou à Estrela já lá vão 52 anos. Aqui fez escola, aqui começou a conhecer, rapaz, as ruas da Lapa, Santos e Prazeres.

O seu Pai, mestre relojoeiro, foi um dos vários empresários empreendedores que aqui investiu para criar um negócio próprio. Lembra-se de o ver, acompanhado de sua Mãe, a cuidar da fina arte ao mesmo tempo que travava conhecimento e amizade com centenas de pessoas que aqui viviam.

Luís Filipe Monteiro assume-se como um homem crescido e criado na Estrela. Aqui fez a sua vida, em dedicação a todos os seus vizinhos e a todas as gentes, natas e criadas na nova freguesia da Estrela.


1. No seu entender, porque se considera a opção mais válida para gerir os destinos da nova freguesia da Estrela?

Considero-me a opção mais válida por diversas razões.

a) Por ser o único candidato com trabalho feito, elogiado por varias entidades e vários quadrantes políticos, podendo a população fazer o seu juízo de valor;

b) Pela experiência e conhecimento da realidade local de qualquer das freguesias;

c) Por não ceder a jogos partidários e enfrentar este desafio de peito aberto, pela população de qualquer das freguesias, pelos funcionários e por saber que ainda existe neste território muito por fazer e muito potencial de modo a colocá-lo no lugar que sempre mereceram;

d) Por me sentir com capacidades para com a equipa que me acompanha de tornar a freguesia da Estrela num, lugar para todos os que aqui habitam, trabalham, e nos visitam, apetecível, limpo e inovador;

e) Por sentir que a freguesia da Estrela perderá uma oportunidade de ter um trabalho social importante numa épocas de crise como esta que atravessamos e de se mostrar à cidade como um local em expansão para os que cá estão e para os que vem até nós;

f) Por sentir que esta freguesia só poderá ser governada por duas das listas concorrentes, e uma delas o candidato apoiar e até ter feito parte como assessor especialista do Secretário de Estado da Cultura, de um governo que tem massacrado a população deste País, apresentando-se com propostas inadequadas, megalómanas para o momento que estamos a atravessar e que tal como muitos as promessas de hoje serão esquecidas amanhã, pela sua grandeza e não serem exequíveis;

g) Por fim, pela postura de proximidade que tenho sempre mantido com a população e manter-me fiel ao poder autárquico, que é aquele que até a bem pouco tempo poderíamos considerar de salutar e de grande importância para quem sofre na pele o que os senhores nos gabinetes decretam a seu belo prazer.



2. Qual é, na sua opinião, a principal proposta que a sua candidatura tem a apresentar aos cidadãos da Estrela?

Existem várias:

a) Desde uma democracia participativa através de um conselho Consultivo, em que a população dos mais variados locais da freguesia fará parte, e poderá apresentar propostas e dialogar com o executivo sobre varias matérias de interesse;

b) Manteremos a proximidade e escutaremos os habitantes, através de atendimento, de uma linha gratuita e de uma plataforma informática, nos mais variados contesto;

c) Há Cidadania activa através dum orçamento participativo;

d) Uma Intervenção Social que já hoje existe e que no futuro irá beneficiar os habitantes da Lapa e dos Prazeres ainda com mais qualidade;

e) A varredura e lavagem, assim como os dejectos caninos, terão da nossa parte uma intervenção não só pedagógica como até de implementação de multas aos infractores.
Queremos uma freguesia Limpa e respeitadora de princípios.

f) Uma Freguesia virada para o Desporto, para a Cultura, e para o associativismo com base em parcerias e num trabalho conjunto em prol da sociedade, que nos rodeia.

g) Há maior Comissão Social de Freguesia da Rede Social de Lisboa, que neste momento tem 58 Parceiros, (onde se inclui entre outros o ISEG , o Centro de Saúde da Lapa – Lapa, o IADE, a ETIC, o Museu das Comunicações, a Casa da Boavista – S. Paulo e outros). Esta comissão foi designada pela rede Social como responsável pelo Marketing Social, reúne o seu plenário nas datas designadas, enquanto na freguesia da Lapa não existe, e nos Prazeres serão 20 os parceiros.
É uma mais valia que se transporta para a Estrela, querendo continuar o seu crescimento e os seu resultados.

h) O transporte Solidário que os outros apregoam como o transporte dos Avós que nesta freguesia já é feito há mais de 4 anos, aos hospitais, ao centro de Saúde, às Finanças, à Santa Casa da Misericórdia, à segurança social e a outros locais;

i) A troca de Livros Escolares que já é feito com sucesso aqui, outros dizem que o vão fazer.
E muito mais que é feito e poderão ter a prova real nas fotos do facebook (em Freguesia Santos O Velho) ou falando com os moradores desta Freguesia.



3. O que pensa das Novas Competências das juntas de freguesia e como se propõe a ultrapassar esse acréscimo de responsabilidades, dado o orçamento expectável?

Temos um novo desafio pela frente, as competências que nos são delegadas encontraram uma resposta mais célere, assim como o aumento financeiro que nos é proposto encontrará, da minha parte numa gestão cuidadosa e responsável não entrando pelos caminhos das megalomanias, ou extravagâncias, mas sim de obras com o sentido de servir mas também da poupança. Como se costuma dizer é mais bem administrado 1€ numa junta do que numa Câmara Municipal.



4. Qual a sua posição relativamente ao Porto de Lisboa no contexto da freguesia da Estrela?
Considera que se deveria manter ou defende a sua deslocalização no sentido de se dinamizar uma nova frente ribeirinha?

Quanto ao Porto de Lisboa deveremos seguir, a politica que a C.M.L. tem vindo a seguir e aproximar a freguesia do rio aproveitando os espaços para o lazer e o desporto. A Cidade e a Freguesia da Estrela têm forçosamente de usufruir deste espaço que sempre o considerei da Cidade e não de outro poder ali instalado.



5. A Madragoa tem sido o epicentro das conturbadas relações pessoais e políticas entre a sua lista e a candidatura do PSD/PP.
Dada a sua já longa experiência de 8 anos na frente do executivo de Santos-o-Velho e tendo consciência prática dos vários problemas que afectam essa zona, de que formas se propõe a alterar a sua postura até esta data no sentido de uma maior e melhor dinamização da Marcha da Madragoa, da reestruturação do bairro em si e da recuperação da Vila Doroteia e demais pátios em condições precárias de habitabilidade?

Quanto à Marcha da Madragoa que temos sempre apoiado, mesmo com um orçamento dos mais pequenos das freguesias agora unificadas, vamos continuar a dar a liberdade ao clube que a representa, como até hoje, ajudando como temos feito de modo a que a Marcha seja um polo de atração e volte a ser a Rainha das Marchas como já foi.
A Madragoa não é, nem nunca foi , nem será um feudo de ninguém como quiseram passar, as pessoas de Santos-O-Velho e da Madragoa sabem é com quem têm contado a frente dos destinos da sua autarquia, assim como o Clube que está a frente da Marcha sabe quem tem estado a seu lado.



Luís Monteiro finaliza ainda a sua intervenção com um voto de confiança para dia 29, onde, indica, "todos poderemos participar deste novo crescimento da nova freguesia da Estrela".