20.9.13

5 perguntas a... José Mateus Camacho

Nascido em 1970, na ilha da Madeira, vive em Lisboa desde 1999, na freguesia de Santos-o-Velho. Artista plástico (com exposições em Paris, Luxemburgo e Lisboa), activista e organizador de eventos sobre renovação da democracia pela via directa e participativa.

Gosta pouco de falar de si próprio, preferindo estar no terreno e conversar com as pessoas. Candidata-se à Junta de Freguesia da Estrela pelo movimento de cidadãos «Mais Estrela».

As propostas «Mais Estrela» poderão ser consultadas aqui.



1. No seu entender, porque se considera a opção mais válida para gerir os destinos da nova freguesia da Estrela?

Porque somos a única candidatura independente, logo os mais capazes para trabalhar pelo bem das pessoas da Estrela, sem as amarras, as restrições e as complicações impostas pelos partidos. Que garantias temos que os candidatos do PS e do PSD vão fazer o melhor pela Estrela e não aquilo que mais interessa aos respectivos partidos?
Nós somos cidadãos simples de Santos, Prazeres e Lapa, mas livres de fazer o melhor pela Estrela e não aquilo que convém mais ao partido A ou B. E provavelmente somos também os mais competentes, porque temos experiências profissionais diversificadas e não somos "boys" dos partidos.


2. Qual é, na sua opinião, a principal proposta que a sua candidatura tem a apresentar aos cidadãos da Estrela?

Não queremos ninguém sozinho ou abandonado na Estrela.
Uma vez que este governo prepara mais um corte nas pensões, sabemos que mais idosos, pensionistas e famílias carenciadas vão passar mal aqui na nossa freguesia. Há até muitas situações de pobreza envergonhada ou idosos completamente sozinhos em suas casas.
Para nós, o conforto mínimo das pessoas e das famílias é a primeira prioridade. A junta da Estrela deve prestar toda a atenção e cuidado a quem mais precisa. As pessoas, os idosos, os desempregados são, para nós, o mais importante.


3. O que pensa das Novas Competências das juntas de freguesia e como se propõe a ultrapassar esse acréscimo de responsabilidades, dado o orçamento expectável?

Com boa gestão. A nossa lista inclui gestores muito competentes, que já geriram empresas com orçamentos e número de funcionários muito superiores ao que a nova junta contará e por isso temos condições para dizer que as novas competências da junta da Estrela serão trabalhadas com responsabilidade, saber técnico, total controlo de custos e rigor na gestão.
Competência técnica é a nossa mais-valia nesta área.


4. Qual a sua posição relativamente ao Porto de Lisboa no contexto da freguesia da Estrela? Considera que se deveria manter ou defende a sua deslocalização no sentido de se dinamizar uma nova frente ribeirinha?

Claro que o futuro económico da Estrela não passa pela indústria ou pelas grandes empresas de serviços. Queremos que isto seja um ótimo bairro residencial, com os seus museus reputados, hotéis de charme, ótimos restaurantes, pastelarias e esplanadas de alta qualidade, mercearias de bairro, antiquários e bibliotecários, desenvolvendo todas as infra-estruturas para que os residentes vivam aqui com toda a qualidade.
Por outro lado, sabemos que o turismo ajuda a sustentar este pequeno comércio local, de que tanto precisamos e por isso será preferível que as áreas afectas ao porto de Lisboa sejam afectas à exploração turística. Mas sempre como uma alavanca dos comerciantes locais, que tanto dão a este bairro e que precisam de mais clientes, com poder de compra, para de poderem desenvolver.
Temos também um projecto para o desenvolvimento da Madragoa, que propõe também um aumento da actividade turística neste bairro, ajudando a criar mais emprego, e promovendo as marchas e o fado típico deste bairro. Para nós, a Madragoa é uma preocupação muito grande!


5. Defende uma Democracia Participativa e fez, nesse sentido, uma lista aleatória composta por pessoas que foi encontrando aquando da recolha de assinaturas.
Como pensa gerir uma equipa que não conhece e de que forma tenciona colocar em prática o conceito de Democracia Participativa numa autarquia?

A equipa MaisEstrela foi escolhida entre as próprias pessoas que compõem o nosso movimento de cidadãos independentes. Tivemos o cuidado de respeitar a total paridade entre homens e mulheres (50% de cada género na lista) e os primeiros elementos da lista representam equitativamente os bairros de Santos, Prazeres e Estrela.
O que foi aleatório foi o processo com que gradualmente, mais e mais gente quis participar no MaisEstrela. Uns conhecemos na rua, outros foram trazidos por amigos, alturas houve em que até por email e Facebook fomos ganhando mais aderentes.
A nossa lista é muito equilibrada, experiente e feita de gente da freguesia, cheia de vontade de trabalhar para o bem comum.